Comunicação na Internet.
As mudanças que ocorreram até hoje nas comunicações, são mais do que uma simples reprodução técnica, compreendem uma transformação completa de tudo que é necessário para compreendermos o mundo.
A Internet com o acesso a um sem numero de informações disponível as pessoas, com idéias e culturas diferentes surge como um novo meio de comunicação, que trouxe consequências positivas e negativas,benefícios a globalização, favorecendo o educativo como poderoso instrumento de enriquecimento, favorecendo assim aos meios cultural, comercial, político, aos diálogos e a compreensão interculturais, gerando também interferência de informações entre culturas distintas, acarretando melhorias e declínios dos conceitos da sociedade.
Ao utilizar a internet contribuímos para a formação de valores culturais, modos de pensar, acerca de relacionamentos sociais da família, religião, trazendo a tona uma questão ética em questionar se estamos contribuindo para um desenvolvimento humano, na formação de uma sociedade que correspondam a verdade. A influência da mídia cria, hoje, uma cultura global, que poderia ser descrita como uma visão do mundo
Ter o senso de compreender a diferença entre o 'bem' e o 'mal', de acordo com o Aurélio é conhecido como Ética.
A ética é uma característica inerente a toda ação humana e, por esta razão, é um elemento vital na produção da realidade social. Todo homem possui um senso ético, uma espécie de "consciência moral", estando constantemente avaliando e julgando suas ações para saber se são boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas.Embora relacionadas com o agir individual, essas classificações sempre têm relação com a cultura que prevalecem nas sociedades e contextos históricos. Assim a utilização da Internet para comunicar-se, é uma questão de escolha, da ética de cada um, pois qualquer pessoa que disponha de equipamento tenha acesso a equipamento necessário e capacidade técnica pode participar ativamente no espaço cibernético.
A internet é um espaço de comunicação surrealista, do qual nada é excluído, nem o bem, nem o mal, nem suas múltiplas definições, nem o discurso que tende a separa-los, sem jamais conseguir. A Internet encarna a presença da humanidade a ela própria, já que todas as culturas, todas as disciplinas, todas as disciplinas, todas as paixões aí se entrelaçam. Já que tudo é possível, ela manifesta a conexão do homem com a sua própria essência que é a aspiração a liberdade. (Lemos, apud Levy, 2004)
Através da citação, esclareço que minha intenção não é defender uma internet, mais ética, pois esse não é o objetivo da mesma, não está aqui para assumir padrões, o ético ou não estaria está no processo realizado pelos usuários, nos somos o centro, a maquina não opera sozinha.
Em nossa sociedade vivenciamos contextos criminosos presentes no cotidiano de maneira global, e esses comportamentos migram para o espaço cibernético a uma velocidade cada vez mais assustadora e de formas cada vez mais refinadas, o que faz levantar a ética que envolve problemáticas como a privacidade, a segurança, direitos autorais, pirataria, virús, pornografia, pedofilia, transações bancarias, boatos e muito mais, é a apropriação do anonimato para tornar tudo possível, rompendo com os valores da ética, moral, cultura e respeito.Por ser um veiculo de comunicação livre, onde não existem padrões, as pessoas vão se apropriando do processo de comunicação assumindo identidades virtuais que não correspondem ao papel desempenhado por elas na sociedade, personalidades que não sabemos se correspondem ao seu papel na sociedade ou se distanciam, participam de comunidades que os seduzem por algum tipo de fetiche.
As normas de que estou falando têm relação como o que chamamos de valores morais, a moral tem um forte caráter social, estando apoiada na cultura, história e natureza humana. È preciso responsabilidade, estamos todos na mesma rede, a rede da liberdade, comprometidos enquanto usuários da internet em cruzar informações, que contrarias, contributivas e estimulantes busquem um bem maior compreendendo a realidade, descobrindo formas de compartilhar e transformar para o bem comum e uso da sociedade.
A banalização, os crimes da internet, contribuem para que uma camada da sociedade se exclua digitalmente, classificando isso como segurança, já não bastassem os excluídos pelo condição social, estaremos excluindo os socialmente incluídos. Se a cultura é um conjunto de formas sociais que emergem do conflito entre homem e a natureza, na construção da realidade dentro da sociedade, o que estamos construindo com tais comportamentos?
O que vem dando forma a relação entre o sujeito e o objeto, e a cibercultura onde as tecnologias são um produto do homem parte da sua cultura, se adaptando a sociedade, a conteúdos, estabelecendo uma cibercultura, onde não devem haver exageros, de forma positiva ou negativa.
As palavras de Levy, contribuem como ilustração ao dizer:
Estamos vivendo a abertura de um novo espaço de comunicação, e cabe apenas a nos exploramos as potencialidades mais positivas deste espaço no plano econômico, político, cultural e humano. (Levy, 1999)
Pretendo com este artigo contribuir para que, para que tomemos o processo de comunicação com responsabilidade, que não sejamos meros participantes, recpetores de emails, consumidores dos produtos da internet, de orkut e comunidades,assim como a internet vai além disso, nós também podemos e temos o dever de ir além.
Entender e comunicar-se pela internet é hoje ferramenta para que possamos explorar o ambiente educativo, participantes ativos das transformações e problemas sociais, a nossa participação cria e modifica valores importantes em nossa sociedade, participação com comprometimentos de ética, moral e cidadania, contribuem para nos e para os outros, favorecendo o universo cultural na rede mundial de computadores.
Karina de Oliveira Monteiro de Araújo.
Referencias Bibliográficas.
Lévy, Pierri. Cibercultura. São Paulo. Ed.34, 1999.
Lemos, André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporanea. Porto Alegre. Selema. 2004.